domingo, 18 de janeiro de 2009

Os livros que não lemos

Como falar dos livros que não lemos?
Por Humberto Eco

Não trata de como saber se devemos ler um livro ou não, mas de como se pode falar tranqüilamente de um livro que não se leu, mesmo de professor para estudante, e mesmo em se tratando de um livro de importância extraordinária.

Veja artigo completo!
http://www2.uol.com.br/entrelivros/artigos/os_livros_que_nao_lemos.html

30 mandamentos para ser leitor, escritor e crítico

Decalógo do leitor

Por Alberto Mussa

Nunca leia por hábito: um livro não é uma escova de dentes. Leia por vício, leia por dependência química. A literatura é a possibilidade de viver vidas múltiplas, em algumas horas. E tem até finalidades práticas: amplia a compreensão do mundo, permite a aquisição de conhecimentos objetivos, aprimora a capacidade de expressão, reduz os batimentos cardíacos, diminui a ansiedade, aumenta a libido. Mas é essencialmente lúdica, é essencialmente inútil, como devem ser as coisas que nos dão prazer.


Confira os 30 mandamentos
http://www2.uol.com.br/entrelivros/reportagens/decalogo_do_leitor.html

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Os tankas de Wilson Bueno

DIÁRIO CATARINENSE - sábado - 13 de setembro de 2008

Escritor paranaense lança Pincel de Kyoto, compilação de 25 poemas feitos segundo a forma japonesa de versejar, que remonta ao século 7 por Júlia Studart e Manoel Ricardo de Lima
Escrever o tanka é um esforço de penetração em um estado natural do corpo com o mundo que a nossa perversidade ocidental tão desconfiada e matreira não engole fácil, ou melhor dizendo, engole muito atravessado. Nós, ocidentais, acreditamos com tanta cegueira em nossa desconfiança que aquilo que o olho vê ou aquilo que o olho não vê não faz diferença, que aquilo que os olhos conseguem comer, ou não, também não faz diferença. Somos perversos em nosso tanto faz, suspeitamos muito de nós mesmos e de tudo e desprezamos esse esforço. O tanka, com a sua prudência e o seu encantamento oriental, tem tantos séculos de vida (a forma do tanka remete ao século 7) e tanta distância de nossa percepção que parece manter longe demais a possibilidade de nos encontrarmos melhor com ele e com a sua síntese literal: o poema curto, tan (breve, curto) e ka (música, poe-ma).

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Por que não ler

DIÁRIO DO NORDESTE - Caderno 3 - 05.09.2008

por Manoel Ricardo de Lima

Uma pergunta sempre pode ser ao contrário, ainda mais quando se trata de leitura e do que se pode ler, do quanto se pode ler, de como podemos ler, de como deveríamos ler etc. O repisado Ítalo Calvino em seu "Por que ler os Clássicos" diz que ler é apenas mais importante do que não ler, depois sai elaborando importâncias para um projeto subversivo de existência: a leitura. O mesmo Calvino no prefácio de seu romance interessantíssimo "Se um viajante numa noite de inverno" acalenta o leitor com uma possibilidade insuspeita de lugar no mundo, que uma preparação para a leitura é pestanejar um território e para cumprir este território só assumindo-o como um lugar e só impondo a este lugar uma política para a leitura.
Uma cena de leitura, gesto que em princípio pode ser aparentemente banal, a meu ver, é de fato a cena subversiva, porque tende ao desamparo e a uma demonstração de nossa mais delicada imprudência, ficamos apagados no meio de um turbilhão de movimentos desbaratados e velozes como que planejando o crime de lesa vida, o crime insensato de nossa mais precária condição, existir, de alguma forma.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Lançamento em Parnaiba do livro '55 Começos' do autor parnaibano Manoel Ricardo de Lima

Em ambiente descontraído, o escritor parnaibano Manoel Ricardo de Lima, lançou o livro '55 Começos' na noite de domingo, 20 de julho, na Livraria Harmonia do Ideal Center. Recebeu amigos e autografou livros.



Manoel Ricardo de Lima nasceu em Parnaíba-Pi, 1970. É professor e doutor em Teoria da Literatura (UFSC). Publicou Embrulho (7Letras), Falas Inacabadas - Objetos e um Poema, com Elida Tessler (Tomo Editorial), Entre Percurso e Vanguarda - alguma poesia de P. Leminsk(Annablume), As Mãos (7Letras), outra manhã, com Anibal Cristobo e Eduardo Frota (Dragão do Mar) e As Mãos / The Hands, tradução de Sérgio Bessa (Lumme Editor). Organizou com Isabella Marcatti o livro de narrativas A Visita (Barracuda). Coordena a coleção Móbile de mini-ensaios, Lumme Editor e a série Alpendre de Poesia, Editora da Casa. Tem uma coluna de crítica cultural no jornal Diário do Nordeste. Vive em Florianópolis.


Em meio ao ranço de doença que impregna o ar do mundo, Manoel Ricardo de Lima ousa puxar conversa sobre a saúde e o imperativo que é gozá-la o mais intensamente possível. E não é só: Manoel é da quase totalmente extinta raça dos que sabem que fomos providos de dois ouvidos e uma só boca para ouvirmos o dobro do que falamos. Que saibamos fazer chegar esses fios de "fala inacabada" (para lembrar, desta feita, o lindo livro que ele fez, como poeta, em parceria com a artista visual Elida Tessler) aos debates acadêmicos, às salas de aula, às rodas literárias e a todo canto, enfim, onde a poesia e a literatura ainda façam algum sentido. (...) é fundamental que busquemos recuperar a dimensão estritamente cultural (porque vinculada à vida da coletividade, e não ao tilintar opressivo das moedas) da poesia e da literatura. E isso tem de sobra nesta intensa, comovente e essencial coleção de artigos com que Manoel Ricardo de Lima nos dá o que pensar.
Ricardo Aleixo



quinta-feira, 10 de abril de 2008

SEMANA DO DESLIGUE A TV DE 21 A 27 DE ABRIL

DESLIGUE A TV”. O QUE SIGNIFICA ISSO?
O Desligue a TV é uma campanha para conscientizar a opinião pública sobre os males do excesso de televisão no cotidiano. Nossa proposta não é banir o meio de comunicação por completo, mas discutir o seu uso e colaborar com a divulgação e criação de atividades alternativas.
Baseado na iniciativa internacional TV Turnoff Network, o seu foco principal é a Semana Mundial, que acontece sempre nos últimos sete dias de Abril, nos países participantes. Trata-se de uma semana dedicada a outras vivências.
A importância da televisão é um fato, em especial na nossa sociedade em que, na maioria das vezes, é a única fonte de informação e entretenimento. A proposta não é baní-la dos lares brasileiros e, sim, discutir sua utilização. É preciso lutar por uma comunidade que perceba novamente os encantos da convivência e se conscientizem a respeito dos números alarmantes da quantidade de horas que as pessoas passam em frente à tela. O Desligue a TV defende a utilização do conteúdo da televisão como a escolha de um livro em uma livraria ou de um DVD em uma locadora. O conteúdo deve ser escolhido e não “zapeado”, pois essa é a grande prática de sustentabilidade para uma TV de baixa qualidade. Além disso, o excesso de televisão acarreta em uma exposição enorme aos comerciais e ao "merchandising”, levando as pessoas a um consumismo desenfreado, um menor engajamento cívico e um declínio da socialização".
De Ana Lucia Villela, Presidente do Instituto Alana.
"Os movimentos relacionados à qualidade da programação televisiva tem como foco o gerador de conteúdo. Nós, do Desligue a TV, queremos atingir quem recebe: o telespectador. As pessoas assistem uma programação de baixa qualidade, muitas vezes, pelo hábito de estar em frente a TV ou com ela sempre ligada. A partir do momento em que você discute o seu excessivo uso, apresentando alternativas de uma vida fora da tela, o usuário se torna mais seletivo e essa seleção é um instrumento valiosíssimo para a melhora da qualidade da programação da TV brasileira".
De Marcos Nisti, Coordenador do Desligue a TV
Fonte: www.desligueatv.org.br

sábado, 5 de abril de 2008

Fernando Pessoa

Plural como o universo. Cento e vinte anos depois de haver nascido, o escritor lusitano segue sendo o fenômeno mais extraordinário da literatura de seu idioma, ombreado com os maiores nomes das letras do século
Veja matéria completa!http://www2.uol.com.br/entrelivros/reportagens/fernando_pessoa_plural_como_o_universo.html